sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sebo

Quanto será que vale um livro com palavras usadas, reorganizadas não-aleatoriamente, com boas histórias, diversas respostas para perguntas incabíveis e descobrimentos óbvios que ninguém verbalizou ainda da maneira que agrada?
Acho que o valor se concentra no quão ainda não verbalizaram (ou diferentemente poetizaram) as verdades inconvenientes e irreverentes de cada sentimento.

Assim, me intrigo na grande e provável resposta "inestimável", pois o ser humano se apóia no que está debaixo de seu nariz e lhe é revelado surpreendentemente em forma de palavras com as quais não parecia ter conhecimento do conteúdo que a nova reorganização quisera significar.

De vez em sempre, copia e recorta de outrém o pensamento inspirado, refletido, trabalhado, e suprime o dizer como seu lema em diante da aparente decisão. Faz movimentos superficiais, direcionados à meta a ser atingida. Adoram, idolatram, respeitam e até cumprem normas socialmente aceitas ou que demonstrem fortitude.


Considero que somos o que escolhemos ter dentro de nós.
O que se mantém perto é reflexo do que construímos.

Acho que é a vida é feita de livros e livros; alguns você compra pra obter conhecimento, outros pra te ajudar a encarar e desmascarar verdades que, no fundo, você já sabe.

Você leria para obter conhecimento sobre os segredos do universo ou versões de supostas verdades manifestadas pela sabedoria alheia?
Escolheria verdades produzidas ou as descobriria por si só?

Isso é o que nos define.

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