sábado, 8 de fevereiro de 2014

Porque de tanto porquê de amar


Se amar (não porque você precisa fazer as coisas porque se ama, precisa disso pra casar, ter um bom relacionamento de amizade, se colocando em primeiro lugar, apenas abaixo de Deus, naquele esqueminha que aprendemos de "Primeiro Deus, depois Eu, depois família e amigos, igreja, trabalho etc", sobreviver nesse "mundo cão" - não, isso não é motivo. Aquelas são maneiras de te colocar rapidamente, dentro do ponto de vista natural, e originalmente, mentalmente focado no que deve estar -), sobretudo e, principalmente, porque Deus te fez como Ele quis. Tudo do jeito de Deus é o melhor. Ele não faz - e não dá - coisa feia, ruim ou estragada.

Nós é que distorcemos e fazemos apodrecer, pois até o brilho do Espírito Santo é refletido em nós, nos tornamos mais bonitos, sábios, porque a feição revela de Quem nós somos; bem cuidados e bens cuidados, tesouros, menina dos olhos de Deus.

Não se gostar por motivos dos outros é errado e definha a personalidade e o corpo e coração.

Amar a si é mais do que seguir a linha de raciocínio de "Não, espera, não é assim que se faz. Primeiro vou agir assim e depois vou conquistar aquilo". Com certeza é um exemplo de falsa modéstia consigo mesmo, querendo uma saída rápida para se proteger.

Linha de pensamento não necessariamente conduz a uma verdade ou é construída por elas. Porém, uma verdade consiste em acertar uma linha de pensamento. Não por motivos certos ou errados, porque temos a possibilidade de fazer algo aparentemente "dar certo" por meios errôneos.
Os motivos que levam à verdade, muitas das vezes, também não fazem sentido na linha de pensamento que abrange a lógica.
Não precisa de lógica para que seja verdade. Não precisa ser verdade para que faça alguma lógica.

Contudo, amar a si, porque simplesmente não há motivo para não se amar.

Seguir uma linha de pensamento baseado em atitudes em SE amar a si mesmo e, daí, se sentir melhor, aderindo comportamentos, restringe a mente a concluir algo concreto em que ainda não foi transformado.
A mudança ocorre de dentro para fora. (Digo, a transformação.)

Afinal, a linha de pensamento precisa ser correta para que, daí, transpareça naturalmente nas atitudes.

E, quantos motivos arranjamos para amar alguém?
Se Deus deu como mandamento "Amai-vos uns aos outros" (falando de atitude, pois amor é atitude) e "Ame a ti mesmo como ame seu próximo" (também atitude), isso não é um motivo?
Bom, não.
Partindo, também, de que é algo que deveria acontecer naturalmente (e não damos continuidade por diversas razões), apesar dos pesares, e que é justamente para não focarmos no que diz o contrário, porque isso seria um motivo, mas não algo simplesmente natural de acontecer?

Ora, sem amor o ser humano definha. Sem demonstração de carinho, sem afeto, toque; algo que simbolize carinho e cuidado.
Além de todos os motivos que sabemos no senso comum, sabemos também no científico: bebês macacos amamentados se tornam mais fortes, enquanto, e em comparação, com os macaquinhos que não tiveram qualquer interação com a mãe.

Óbvio que não somos macacos e nem viemos de um ancestral em comum com eles, como dizia Darwin. Contudo, é um dos animais que mais o ser humano se assemelha. E se essa proximidade é tão grande em comparação com a demonstração de afeto humana, seja na amamentação, no cuidado da cria, na organização da família, etc.

Concluindo assim, não se sentir amado por si, ainda que outras pessoas te amem (sentimento) - que muitas vezes vale mais do que apenas não se amar -, é algo que vai contra o natural.
Baseando que o amor é feito de atitudes e, para se ter uma atitude é preciso antes um pensamento, seja de ideia, de continuidade (o natural), ou uma não inserção de pensamento que leve ao sentido oposto desse natural; algo que não quebre o ser natural, uma linha que seguimos para tecermos a teia do sentido e lógica em nossas mentes, como praticar o que não se tem apreendido dentro de si? E como amar a nós mesmos - e amar aos outros - se não há continuidade na prática no cotidiano?

Acontece que estamos tão acostumados a criar uma linha de raciocínio para explicarmos o que é natural - ou até outras coisas que julgamos ser -, que criamos linhas tortas com explicações próprias para justificar o porquê de Ser e o Não Ser.

A realidade é a verdade, e não suas versões categorizadas e bem organizadas, sedimentadas no caráter dos acontecimentos de percepções singulares.

Deturpado, o amor continua sendo ridicularizado e banalizado.
Amor é língua universal, não nasce pra poucos, mas para todos.