sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Totalidade

Ler dá vontade. Vontade de simpatizar, colocar as fantasias para fora, os medos, angústias; tremores.
Uma magia que se perde no tempo-espaço do presente substancial não obstante dos desejos ansiosos.
Apelo da alma descritiva, sucinta, turva ou clara, travada ou liberta, coesa ou incongruente com pensamentos alheios ao seu redor; voz que clama por desabafo, criatividade, senso, poesia, sentido e cura para ferida.

Como num vasto oceano inundado de possibilidades, ratificam-se as verdades inconvenientes entre passos mais distantes, ligando-os, trazendo-os para perto, sem deixar o envolvimento esvair-se.
Apego. Zelo. Identificação. Eis a química do sobrevoar as nuvens da imaginação.

Obras infinitas. Licença poética, autobiografias e direitos autorais negados.
Composições de partituras inacabadas do ser eternamente em construção: livros semi-abertos de histórias rudemente entrelaçadas. Páginas viradas. Marcadas. Arrancadas. Esquecidas. Prostituídas.


2 comentários:

  1. adjetivar é viver...adjetivar é marcar a nossa existência em forma de palavras nesse mundo. E é com palavras e adjetivos que são escritos os capítulos que compõe a nossa vida.

    É isso que eu acabei de ver nesse singelo e maravilhoso texto...um mergulho abrupto e intenso no mar do seu ser...só os mergulhadores experientes suportarão tamanha pressão atmosférica debaixo desse oceano de palavras com sentidos obscuros e abissais.

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  2. É o pré-sal na atividade! hauahaha To começando a concordar contigo. rs

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