segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O que é o que é?

A escrita alheia é ambiciosa, mas não é vivida.
De que vale o texto se o autor engana o leitor com ficção?
São "leis" apregoadas de jeito expansivo, porém, não obtém sabedoria ou glória nisso.
Um a um, permitindo-se neoconstituições do prazer da vida.
O ego infla. Voa de balão. Não dá vazão à razão, mas à sua própria vontade.
Curte tudo que é lícito do ilícito. Apraz-se na efemeridade e aponta o dedo ao que não deseja seguir.

É um circo no lugar que um palhaço reconhece o outro apesar do comportamento de zoológico. Todos almejam causar impacto. A vida permanece vazia.
E assim prossegue a saga mórbida do Ser humano rumo ao obscuro findar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." - Frases de efeito #1

Prefiro ser metamorfose até me tornar, não aquilo que quero agora, mas aquilo que vou estar feliz em ser quando alcançar uma ideia maior de conhecimento sobre mim.

"A gente aprende até morrer", como diz minha avó. Estamos em constante metamorfose. Hoje, Amanhã... Somos apanhadores de sonhos dos outros. Alguns coletam lixo enquanto outros caçam diamantes.

Apanhar sonhos é roubar experiências. (não no sentido literal, mas no poético.) Quando estamos compartilhando experiências com alguém, elas estão sendo roubadas. Poderíamos estar desfrutando sozinhos, mas parte dela é usufruída por alguém. Em termos, "emprestamos". Contudo, como não houve uma autorização, digo que é roubo. Nem tudo que é compartilhado é autorizado. Ninguém quer autorizar aquela vizinha fofoqueira participar do seu convívio social, mas enquanto ela permanece quietinha no canto dela por nós está tudo bem. Portanto, é "roubado". (risos)

Desse modo, vamos escolhendo as experiências que nos agradam. Selecionamos a vivência particular que não existe em nenhum outro universo. [O que não acontecerá de novo. Pelo menos não do mesmo jeito.] A casa que compramos, o tapete que ganhamos,... o que faz parte do nosso redor e é compartilhado.


As vivências sugadas desse lugar ao derredor atraem boas ou más lições. Vou citar um exemplo: meninos gêmeos que passeiam com a mãe na calçada. A mãe segura cada um por uma mão, fazendo com que cada menino capte um olhar diferente ao seu redor. O menino que estava à esquerda da mãe, voltado para a rua, vê carros estacionados e consegue ver seu reflexo neles a medida que tenta se aproximar. Já o menino do lado direito, observa as mazelas de um mendigo. O primeiro gêmeo terá uma experiência diferente do que foi proporcionada para o segundo. Terão possíveis pontos de vista diferentes, focos diferentes, a partir de uma única vivência ainda que seja por pouco período de tempo. Um terá maior probabilidade em se tornar narcisista e o 2° gêmeo terá tendência a ser altruísta.

Tais experiências que perseveramos em roubar e/ou obter, são as que nos definem. Se desenrolam conforme as antigas são consumidas e sua expectativa relacionada com elas. Por isso, cada ser busca pelo o que reserva dentro dele. Ocorre uma identificação entre o ser e o meio externo com a atual situação ou a busca persiste.
Nós fazemos pelo o que somos. Fazendo de um jeito certo ou errado, o propósito é: encontrar no mundo um resultado reflexo de nossas atitudes.

Se estamos com um caráter errado perante o que é ensinado pela família e negligenciamos princípios, catamos lixo, pois é o que reside em nós; Lixo tóxico. Dele não se aproveita, não recicla, e contamina as boas correntes que por ele passam. Se insistimos em honestidade, humildade e temos atitudes que comprovam o envolvimento em experiências de progressão, somos como diamantes; Raros e resistentes.

Assim, acumulam-se dentro do homo sapiens os resíduos eliminatórios das dualidades, havendo a oportunidade de passar pro lado oposto quando quiser, adquirir conhecimento, lições da vida, dentre demais coisas.

A frase "A gente aprende até morrer" significa guardar ensinamentos. (Como já dizia Platão: "Aprender é mudar posturas") Exemplo: estudar matérias na escola/faculdade para que tenha conhecimento da natureza da mesma e mudar, acrescentar conceitos práticos e aplicá-la na área de atuação. Ou também passar por um período de crescimento emocional tirando uma razão ou ensinamento por causa da problemática que foi dada. De um jeito único, reformular a psiquê e as atitudes, é necessário um ensinamento. Aprender por si só ou aprender com os erros dos outros. (Sim, aprendemos com os erros dos outros. Essa é uma qualidade de quem caça diamantes. Se for esperto, não cairá na mesma armadilha que assistiu alguém cair.)

É preciso estar em constante evolução, aprimorando para o que é melhor e não para o que temos preguiça de ser. A preguiça nos distancia do foco, do sonho em particular. Pensar que chegamos ao ponto chave da questão é tornar-se preguiçoso em alcançar novos objetivos, é acomodar-se na situação, é estagnar o propósito, é atrasar os planos que um dia foram idealizados.


Mudanças que nos remetem à evolução são interiores e, consequentemente, exteriores. Servem, primeiramente, para fazer uma faxina por dentro e jogar fora tudo aquilo que puxa para atrás, que impede o potencial, que constrói muros e faz barreiras com pré-conceitos. Mudanças servem para nos refinar como diamantes, para nos tirar do lixo tóxico da tendência existencialista(: o ego)

Afinal, qual fruto brotará amanhã para colhermos? O que plantar hoje, amanhã nasce. Do que nascer irá crescer. Do que crescer irá colher. E do que colher iremos comer, seja mel ou seja fel.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Apenas um toque

Quanto mais as coisas acontecem e penso que são para meu mal, na realidade é para trazer o alívio da cura emocional. Me sinto até mais "leve" agora. A pressão saiu de campo para deixar a inspiração se aspirar.

É a prova que nada deve ser controlado ao extremo, como um sufocamento da alma. Eu estava presa à uma concepção por medo de não cumprir minhas vontades. Imaginei que a melhor saída seria controlar dia após dias o que seria dito, escrito e revisado. Mas, como atender às demandas da inspiração?
Iria me abarrotar de rascunhos que, sinceramente, acho que não seriam publicados. Isso por causa do receio de não ter o que publicar, de eu mesma limitar minha inspiração, que na verdade, já estava fazendo isso e não tinha me dado conta. Essa situação toda por motivo de um "achismo" que iria esquecer novamente da minha prioridade de escrever.


Como somos "visionários" em nossas alçadas, estipulando prazos para que coisas sejam cumpridas, mas acabando não fazendo o exercício das mesmas. Tudo é cogitado, mas nem tudo é responsivo.

A grande diferenciação que se dá é a forma metódica que tomamos partido sem nos próprio avisar. Aparentemente tão natural, mas decisivo. O preço que se dá é o que se paga; a lei sendo feita com nossas mentes encarceradas. Nada do esperado foi fielmente concretizado. Causou danos.

A falta de liberdade de expressão que havia reprimido toques de consciência, não são mais aplicados. A liberdade que obtive hoje não teve preço. A alma não tem preço para os veios da sabedoria.

Não houve triste parte. Não houve triste fim. O renovo foi dado. A mente, ora preocupada, neste momento pensa nos próximos contextos sem aprisionamento.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Kallípolis

Para a estrutura de um castelo, exige-se uma boa fundação; O ideal certo.
Atender à vã filosofia mundana incita em construirmos um castelo de fraca segurança.
O inimigo bate e a construção tomba.

Não somos imunes aos ataques, porém podemos dificultar seus reflexos em nós.

Os castelos que se firmaram em pedras bonitas, porém porosas, não resistem às águas. Desabam nas primeiras marés altas. Os que se firmam em vergalhões, a maresia corrói.

Entretanto, os sábios tem seu castelo formado e firmado na rocha para que ele não envergue e não desfaleça. As janelas são abertas para que a luz possa entrar e penetrar nos cantos mais obscuros. Não há sombra que fique escondida. Guardas vigiam o que sai e o que entra. Não existem calabouços nem correntes que façam prisioneiros.

Os tijolos precisam ser selecionados, pois esses são como lições que foram aprendidas.
Ora, um castelo não pode conviver com tijolos podres, caídos e em mau estado de conservação. É necessário uma manutenção. O poço precisa estar limpo, a bandeira hasteada e a nobreza bem servida.

Tudo conforme e em seus devidos lugares, a paz habita. O Rei fica cordial com sua rainha, que atentamente ouve suas catarses; sua filha e princesa, atendendo seus caprichos e ensinando-lhe a crescer; e também, porque não (?), com seus servos que trabalham em favor da existência do Rei.

Fluindo, mantém-se a ordem dos eixos primordiais.
O castelo cresce. O vilarejo se povoa de colheitas fartas.
Do efêmero jamais obteve-se, mas absteve-se. Construído foi em 1992 por um grande arquiteto. Fortificado através dos anos e aperfeiçoado com as adversidades.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Quem não tem colírio usa óculos escuros" - Falando sobre Velhos ditados #1

No ano de 2012, incrivelmente não criei nenhum post. Não que o ano não tenha sido produtivo, mas o tempo foi regido pela preguiça e pelo esquecimento.

Confesso que 2012 foi ano de descobertas, mas 2013 já tem se mostrado melhor.
Janeiro foi mês de cura, de libertação de amarras de um passado bem recente. Fantasmas e assombrações interiores se despediram sem muito esforço.


Dizem que quem não tem colírio usa óculos escuros. Estou observando isso por um ponto de vista diferente.
O processo de cura dura quanto tem que durar. Pena que a consciência nem sempre percebe o momento que deve usar colírio para poder ver com clareza.
Quem não enxerga com clareza é denominado Cego, seja parcialmente ou totalmente.
Ou uma pessoa usa colírio depois de uma ida ao oftalmologista ou usa óculos escuros para tapar o resto da sua visão. (Imagine o oftalmo como algo que possa ter vindo à consciência; um "abrir de olhos")

O cego parcial vê sombras, vultos; nada com nitidez. No entanto, o cego coloca óculos escuros para que ninguém fique reparando em sua cegueira. Pois é... é assim que fazemos. Usa-se o colírio quando se quer ver. Quando não, usa-se óculos escuros para que ninguém repare que somos cegos. Não são óculos escuros com grau, são óculos que nos escurecem ainda mais a visão, nos dão sombras maiores, formas mais obscuras e sem brilho.
Dessa forma se molda uma barreira entre a realidade da pessoa que nos assiste e a realidade que construímos quando não desejamos mais enxergar o que nos incomoda.

Feitos do que vivenciamos, experimentamos e também do que selecionamos e deturpamos, vamos "arrumando" o mundo da nossa maneira, aos nossos costumes. O cuidado redobrado que se deveria possuir é no que mais se peca. Até que ponto estamos com vendas, anteolhos, ignorando o que o ego não aprova no mundo para que não seja refletido em nós?

Tememos encontrar aquilo que o ego não suporta, pois somos frágeis. Somos falhos. A verdade é que não somos nada. O que me surpreende é a hipocrisia com a qual lidamos - Querer sempre saber onde se erra, mas que a correção não doa. Querer mudar, mas sem custo -.
Um olhar atento, analítico e sincero capta do seu Ser o que gosta e o que não gosta, e em si e nos outros.

Para o alcançarmos a cura de fato, felizmente ou infelizmente, há um caminho que precisamos trilhar. O primeiro passo é o mais importante, pois sem ele não há abertura de espaço para os outros: Reconhecer. Dele é que vem a cura. Exige mais de "se conhecer". É a tomada de conhecimento do problema interno.
O segundo passo é o ato de dar prosseguimento contínuo à Coragem, Determinação e Disposição na busca por autoanálise.
O terceiro é justamente o Processo de cura em si; é a parte em que descobrimos o melhor para nós em conjunto com a situação e com quem está envolvido. Estabelecemos a síntese dos elementos que incorporaram o trauma e a aceitação no que implicou para que o trauma acontecesse.
Esse é um nível muito elevado. Não se apressa um processo de cura. Dependendo do trauma e de como ocorreu, pode levar meses e até anos para se findar. Afinal, esse processo ocorre num tempo determinado e cada pessoa tem seu relógio marcando os compassos. Alguns são mais devagar, outros mais rápidos no que se diz respeito a resiliência (capacidade de superação).

Sei que, para mim, descobri uma maneira para se chegar à cura no instante que coloquei meus pensamentos sinceros no papel e refleti sobre os mesmos depois de tê-los confessado a um amigo. Pensei, pensei... Cheguei a conclusão que, mais cedo ou mais tarde, passaria por isso. Eu tinha a opção de prolongar o sofrimento, continuando a isolar o ego sem querer machucá-lo, usando de mecanismos de defesa baratos, e tinha a oportunidade de enfrentar de uma vez e ser mais feliz comigo mesma, libertando o ego de amarras sociais.
Escolhi ser feliz. Não optei por ter a "razão" que meu ego sugeriu.

O ego, infinitas vezes, vai te induzir a protegê-lo do que a denunciar sua fraqueza. Cabe a cada um a pergunta pessoal: O que vamos ser agora? Corajosos ou Covardes?
Não deixe para depois o que pode ser feito hoje e resolvido para amanhã. Nosso tempo é precioso demais para guardar rancores, mágoas que corroem a alma, e nosso bem-estar é imprescindível para uma vida com consciência limpa e tomada de decisões que requerem uma mente saudável.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Câmbio

Pagar o mal com o mal é ser vingativo, rancoroso e traz maledicência, dificultando a cura de quem recebeu o mal primeiro e até de quem recebeu depois.

Quem paga o mal com mal, adoece.
Quem paga mal com mal deixa de ser feliz, se priva de outros problemas provenientes de suas ações.
Quem paga mal com mal se torna mais estressado, cansado de seu corpo e mente tanto fugir do problema que deu prosseguimento e poderia ser resolvido, mas não foi.
Quem paga mal com mal quase não respira. Não há paz interior.
Quem paga paga alguma coisa a alguém. Se paga bem ou paga mal, a consciência lhe dirá por meio de suas ações.

Devemos mostrar que somos diferentes e não aparentar uma imagem errada de nossa personalidade só porque validamos falsamente o argumento de "balas trocadas não dói" pelo motivo de querer saciar a vontade de ver o outro pagar pelo o que fez.

Essa troca de moeda é o atraso de vida em que você mesmo se prejudica.


"Quem sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado." Tiago 4:17