domingo, 30 de maio de 2010

de Olhos Fechados

"Tudo o que vem de ti me excita.
Tudo o que possa existir em teu ser me inspira.", entoou.

E nada mais foi acrescentado.
Mas aquelas palavras foram de encontro aos seus ouvidos, e deles, não se ouviu mais algum outro som.
E ecoou por toda a sua mente, espalhou-se pelo corpo. Tomando conta de seus devaneios, preencheu o vazio de qualquer ócio eminente.

Assim, olhares quase nunca trocados e bocas quase nunca tocadas saciaram-se. Novamente.

sábado, 29 de maio de 2010

Era uma vez...

E cada parte de seu frágil corpo estava se fazendo novamente. Cada detalhe estava sendo preenchido com uma nova cor.

E ele disparara freneticamente diante de toda a esperança. Embaraços e desembaraços ocorriam frequentemente. Mesmo os conhecidos não podiam ser evitados.

Sempre falara de si como se estivesse dentro de algum poema raro, intocado. E por mais que tivesse sido comum em outrora, todo toque era novo e inesperado.

E ele dava sinal de vida, finalmente.
Fazia barulhos e batia estranhamente.

E, de uma vez por todas, anunciou: Cuide você melhor de mim. Pois sem você não sou nada, e como um nada que sou, o que resta senão o fim?