sábado, 9 de janeiro de 2010

"Eu, eu, EU!"

Hoje fui com minha mãe no Shopping comprar um vesitdo, uma sandália e uma roupinha para minha prima que acabou de nascer. Consegui apenas comprar um vestidinho para a Hannah, a nova integrante da família. Do resto que estava na lista, nada me agradou.

Me bateu uma coisa agora... Escrever sobre isso. A pessoa acaba de chegar na nossa família e já ficamos apegados com a sua fofura, suas bochechas, seu sorriso. Ela nem precisa falar, andar, ou fazer qualquer coisa engraçada. Basta olhar para ela, mimá-la, esperar que ela cresça e se torne uma boa pessoa para podermos nos orgulhar da família. Estranho, não?! Mas isso é inconsciente. O fato é que geralmente as pessoas se "gabam" das realizações dos outros. Como a nota 9,0 do filho na escola, se ele domina esporte ou mesmo se tem um emprego muito bom, contatos e até mulheres a sua disposição.
Interessante pensar dessa forma. Pq conheci pessoas que diziam: "E vou me orgulhar pq? Não é a minha realização" Bom... e não é. Mas a questão é que ou as pessoas se orgulham de tudo no que são boas e no que possuem, que chegam a atropelar e passar por cima das outras. Ou as pessoas simplesmente não ligam.
É tão... "8 ou 80". Ou uma coisa ou outra totalmente diferente.
Mas a verdade seja dita, a maioria se importa muito com o que os outros tem e pensam. Sempre querem ser as melhores, "contar vantagem" e estar no topo. Tem gente que até conta vantagem de derrota. E não é brincadeira. Uma vez eu estava na sala de aula conversando com os amigos. Eles estavam falando sobre bebida. Um colega disse assim: "Ahh... eu fiquei tão, mas tão chapado que subi em cima da mesa e comecei a dançar" E o outro, pra ficar por cima falou: "Cara, e eu? Bebi tanto que quase entrei em coma alcoólico! Tive que tomar glicose!" E eles riam, um querendo mostrar que fez mais besteira que o outro na festa.
Às vezes o ego de algumas pessoas é tão grande que elas querem ser melhor em tudo. Simplesmente tudo.
Demonstrar que "fazem e contecem", são "fodas". Olha o ponto em que o ser humano chegou; decadência total. Os limites já não existem mais. Pessoal vai para uma festa para beber mais que os outros, "pegar" mais mulheres e fazer mais bagunça do que qualquer outro. A linha de pensamento está em você curtir o momento mais que todo mundo.

Sabe, posso estar um pouco enganada... mas acho que não. "Eu, eu, EU!"
Desde pequenas coisas as pessoas demonstram o tamanho de seu ego. Isso influi no que a pessoa faz, no que ela pensa(claro) e na questão de princípios, como no paragrafo anterior(que é o pior de todos).
Aliás, que princípios são esses? Você chega e faz o que quer e ainda sai como o maioral?
Pois, então... Pense e repense... Seu ego é maior do que você, do que a sua barriga? Você tem pensado nos outros primeiro?(claro, isso também inclui "ego")

E, uma coisa interessante... umas aprendem com as outras. Seja no exemplo, no ato. Geralmente esse tipo de pessoa com problemas de ego inflável é o mesmo que não consegue ser humilde em nada.(Redundância? Nem sempre.) E outra coisa interessante... Não sei como acabar este post, pois não sei como solucionar o problema dessas pessoas a não ser na "marra" da vida.(Risos) Preciso que deem sugestões alternativas.
Psicólogo? Será que isso resolve? Depende... Até pq a resposta geral dessas pessoas seria: "Não preciso."

Um comentário:

  1. Pensar no ego... no "Eu, eu e somente eu", é o primeiro passo rumo ao precipício. Mas até onde podemos dizer que "é culpa do fulano?"
    Não sou besta de livrar tudo e todos dessa responsabilidade... (É como dizem né? O tal do LIVRE ARBÍTRIO...)

    Desde muito cedo, temos tido através de nossos pais, que devemos sempre ser o melhor em tudo (O melhor aluno, o melhor empregado, o melhor esportista, o melhor filho, o melhor marido, o melhor pai...)

    Esse tipo de comportamento, tão usado num mundo competitivo como o nosso, acaba sendo o comum e nos transporta para tempos em que a força não se media em dinheiro ou cargo de trabalho, e sim pela habilidade com a espada.

    Para ajudar as pessoas com esse tipo de pensamento, é preciso primeiro que eles admitam que precisam de ajuda. O chato é que isso pode representar para eles um pensamento de que "Se preciso de ajuda é porque sou fraco". Para alguém que se acha o tal, isso seria inadmissível.

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